Reciclagem: principal atributo do alumínio

A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio. Qualquer produto produzido com este metal pode ser reciclado infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento, ao contrário de outros materiais, que geram resíduos com aplicações menos nobres.

Quanto mais curto for o ciclo de vida de um produto de alumínio, mais rápido será o seu retorno à reciclagem. Isto explica o sucesso das latinhas de alumínio para bebidas, cujo tempo entre seu nascimento, consumo e descarte dura aproximadamente 30 dias.

A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério de onde se produz o alumínio) são poupados. Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gasta-se somente 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, a reciclagem do alumínio proporciona uma economia de 95% de energia elétrica. Para se ter uma idéia, a reciclagem de uma única latinha de alumínio economiza energia suficiente para manter um aparelho de TV ligado durante três horas.

A origem do Alumínio: Matéria-Prima para a produção de Latas

O alumínio é obtido a partir de um minério chamado bauxita, descoberto na cidade francesa de Les Baux.

Um cientista francês, Henry Sainte-Claire Deville, foi o responsável por tirar o alumínio dos laboratórios e possibilitar sua produção em maior escala, reduzindo assim seu preço. Em 1854, o cientista conseguiu a primeira obtenção industrial do alumínio por processo químico – usando cloreto duplo de alumínio e sódio fundido.

A grande mudança aconteceu somente em 1886, com o americano Charles Martin Hall e o francês Paul Louis Toussaint Héroult, que descobriram e patentearam, quase simultaneamente, o processo de obtenção de alumínio por meio de corrente elétrica. Pela incrível coincidência, pois os dois cientistas não se conheciam, o processo eletrolítico ficou conhecido como Hall-Heróult e permitiu o estabelecimento da moderna indústria do alumínio.

Para sua fabricação, é necessário separar os elementos que compõem a bauxita da alumina. Obtém-se a alumina, um pó branco, bem parecido com o açúcar refinado. Após uma série de processos químicos, chega-se ao alumínio: metal nobre, 100% e infinitamente reciclável. Suas aplicações são igualmente incontáveis: da fabricação de panelas, janelas e telhas a carrocerias e peças de carros, barcos e aeronaves, de equipamentos eletrônicos a objetos de decoração, além de matéria-prima para a indústria aeronáutica e aeroespacial e, é claro, para a indústria de latas de bebidas.

 


Exemplos de aplicações do alumínio:


Bens de Consumo


Construção Civil


Aeronaútica


COMO A CHAPA DE ALUMÍNIO SE TRANSFORMA EM LATINHA

Existe um longo processo para se chegar a uma latinha de bebida. O processo de fabricação de uma lata tem 8 passos. O primeiro passo é a formação do corpo. O alumínio laminado, que vem em grandes bobinas, entra na prensa de estampagem. O equipamento computadorizado, corta a chapa em vários discos dando-lhes a forma de um copo. O alumínio neste estágio ainda tem a espessura da lâmina original.

 

 

Depois, os copos seguem para outra prensa onde suas paredes externas, submetidas a uma grande pressão, vão afinar sua espessura e serão esticadas para formar o corpo da lata, tal como o conhecemos. Na saída da prensa, as bordas superiores são aparadas para que todos os corpos fiquem da mesma altura.

 

 

O passo seguinte é a lavagem da lata, por dentro e por fora. Na lavadora, as latinhas passam por vários banhos e depois vão para um forno de secagem, o que garante sua limpeza e esterilização. Na impressão, os rótulos são feitos por um sistema de flexografia e podem receber várias cores ao mesmo tempo. As máquinas mais modernas conseguem imprimir acima de duas mil latinhas por minuto.

O quinto passo é o revestimento interno. As latinhas recebem jatos de spray especial para formar uma película de proteção extra. Depois, seguem novamente para um forno de secagem. A última etapa de fabricação é a moldagem dos “pescoços” e do perfil da borda da lata, para que a tampa possa ser encaixada. O diâmetro da boca, diminuído nos últimos anos, permite utilizar uma tampa menor. Conseqüentemente, reduz o custo da embalagem.

 

Com o corpo da latinha pronto, o último passo é o controle de qualidade, feito por meio de um teste de luz de alta intensidade. Todas as latas passam por esta avaliação, que é capaz de detectar qualquer defeito. De cada lote produzido são retiradas amostras para controle estatístico de qualidade, inclusive testes mecânicos de resistência à pressão interna e externa.

 

 

Qualidade e resistência são condições essenciais de uma boa tampa, produzida com alta tecnologia e usando um sistema chamado “stay-on-tab” (anel que não se desprende da tampa).

As tampas são estampadas a partir de uma chapa envernizada de ambos os lados. Em seguida, recebem um composto selante para garantir a perfeita vedação entre elas e os corpos. São, posteriormente, colocadas em prensa de alta precisão para formação e fixação dos anéis. Depois de prontas e inspecionadas, as tampas são embaladas para armazenagem e transporte.

 


AVANÇOS TECNOLÓGICOS

A cada ano, as empresas envolvidas na reciclagem de latas de alumínio investem mais em tecnologia para aumentar o aproveitamento de matéria-prima pela indústria. Quando as latas de alumínio começaram a ser fabricadas no Brasil, nos anos 90, produziam-se 64 latas com um quilo de alumínio. Hoje é possível fabricar 74 latas com a mesma quantidade de matéria-prima.

A lata de alumínio é a única embalagem que pode ser inteiramente reciclada para a fabricação de latas idênticas, de forma econômica e auto-sustentada. Hoje, a partir do momento que sai da fábrica, uma lata de alumínio leva apenas 30 dias, em média, para se tornar matéria-prima de uma nova lata.


VANTAGENS AMBIENTAIS E SOCIAIS

O elevado índice de reciclagem de latas de alumínio também se reflete na economia de energia: a reciclagem proporciona uma economia equivalente a 95% da energia elétrica utilizada na produção do metal a partir da bauxita (minério de onde se extrai o alumínio). Em 2005, a reciclagem de latas de alumínio no Brasil foi responsável pela economia de cerca de 1.800 GWh/ano. Isto representa 0,5% da energia elétrica gerada no país em 2005 e o suficiente para abastecer por um ano inteiro uma cidade de mais de um milhão de habitantes, como Campinas (SP), por exemplo, ou a demanda residencial do estado do Pará.


Recebimento e limpeza do material

Além do estímulo à consciência ecológica e da economia de energia elétrica e de recursos naturais, a reciclagem de latas de alumínio traz benefícios sociais para o país, como a geração de emprego e renda para mais de 160 mil pessoas. Hoje, somente a etapa de coleta (a compra das latas usadas) injeta anualmente cerca de R$ 490 milhões na economia nacional, volume financeiro equivalente ao faturamento de empresas que estão entre as 500 maiores do país.

A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio.

Ao contrário de outros materiais, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento.

O exemplo mais comum é o da lata de alumínio para bebidas, cuja sucata transforma-se novamente em lata após a coleta e refusão, sem que haja limites para seu retorno ao ciclo de produção.

Esta característica possibilita uma combinação única de vantagens para o alumínio, destacando-se, além da proteção ambiental e economia de energia, o papel multiplicador na cadeia econômica.

A reciclagem de alumínio é feita tanto a partir de sobras do próprio processo de produção, como de sucata gerada por produtos com vida útil esgotada.

De fato, a reciclagem tornou-se uma característica intrínseca da produção de alumínio, pois as empresas sempre tiveram a preocupação de reaproveitar retalhos de chapas, perfis e laminados, entre outros materiais gerados durante o processo de fabricação.

Este reaproveitamento de sobras do processo pode ocorrer tanto interna como externamente, por meio de terceiros ou refusão própria. Em qualquer caso representa uma grande economia de energia e matéria-prima, refletindo-se em aumento da produtividade e redução da sucata industrial.


QUANTO É RECICLADO?

Em 2000, o índice de reciclagem de latas de alumínio no País atingiu a marca de 78%, o segundo maior do mundo, superado apenas pelo Japão, determinado a expansão de um setor quase sempre marginalizado na economia, mas que movimenta volumes e valores respeitáveis: o da coleta e comercialização de sucata.

Em 2003, esta marca já alcançou o patamar de 87%!

Essa atividade assume um papel multiplicador na cadeia econômica, que reúne desde as empresas produtoras de alumínio e seus parceiros, até recicladores, sucateiros e fornecedores de insumos e equipamentos para a indústria de reciclagem.

Uma rede de aproximadamente 2 mil sucateiros é responsável por 50% do suprimento de sucata de latas de cerveja e refrigerante.

Trata-se de um setor que tem estimulado o desenvolvimento de novos segmentos, como o de fabricantes de máquinas para amassar latas, prensas e coletores e que atrai ainda ambientalistas e gestores das instituições públicas e privadas, envolvidos no desafio do tratamento e reaproveitamento de resíduos e também beneficia milhares de pessoas, que retiram da coleta e reciclagem sua renda familiar.

Não é para menos que o mercado brasileiro de sucata de lata de alumínio movimenta hoje mais de US$100 milhões anuais.


O CICLO DE VIDA DO ALUMÍNIO

Depois de coletadas, as latas de alumínio vazias são prensadas, enfardadas e encaminhadas para as indústrias de fundição.

As latinhas são derretidas nos fornos e transformadas em lingotes de alumínio. Os blocos de alumínio são vendidos para os fabricantes de lãminas de alumino, que comercializam as chapas para as indústrias de lata.

Este roteiro de ida e vinda de uma lata de alumino, desde a sua saída de uma prateleira até o seu retorno como nova lata pode ser completado em apenas 42 dias!


VANTAGENS DE RECICLAR ALUMÍNIO

Na reciclagem do alumínio, a economia de energia é de 95% em relação ao processo primário. Isto equivale ao consumo de energia de um aparelho de Tv durante 3 horas.

Cada tonelada de alumínio reciclado economiza a extração de 5 toneladas de bauxita (matéria prima para se fabricar o alumínio, sem contar toda a lama vermelha (resíduo da mineração) que é evitada.

A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio.

Qualquer produto produzido infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento, ao contrário de outros materiais. O exemplo mais comum é o da lata de alumínio para bebidas, cuja sucata transforma-se novamente em lata após a coleta e refusão, sem que haja limites para seu retorno ao ciclo de produção. Esta característica possibilita uma combinação única de vantagens para o alumínio, destacando-se, além da proteção ambiental e economia de energia, o papel multiplicador na cadeia econômica.

A reciclagem de alumínio é feita tanto a partir de sobras do próprio processo de produção, como de sucata gerada por produtos com vida útil esgotada. De fato, a reciclagem tornou-se uma característica intrínseca da produção de alumínio, pois as empresas sempre tiveram a preocupação de reaproveitar retalhos de chapas, perfis e laminados, entre outros materiais gerados durante o processo de fabricação.

Este reaproveitamento de sobras do processo pode ocorrer tanto interna como externamente, por meio de terceiros ou refusão própria. Em qualquer caso representa uma grande economia de energia e matéria-prima, refletindo-se em aumento da produtividade e redução da sucata industrial.

A reciclagem de produtos com vida útil esgotada, por sua vez, depende do tempo gasto entre seu nascimento, consumo e descarte. Isto é chamado de ciclo de vida de um produto, que pode ser de 45 dias, como no caso da lata, até mais de 40 anos, no caso de cabos de alumínio para transmissão de energia elétrica. Em qualquer caso, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes.

Quanto mais curto for o ciclo de vida de um produto de alumínio, mais rápido será o seu retorno à reciclagem. Por isso, os volumes de reciclagem da indústria alcançaram índices expressivos, com a entrada da lata de alumínio no mercado.

Multiplicador na cadeia econômica

O índice de reciclagem de latas de alumínio no País atingiu a marca de 78% em 2000, o segundo maior do mundo, superado apenas pelo Japão, determinado a expansão de um setor quase sempre marginalizado na economia, mas que movimenta volumes e valores respeitáveis: o da coleta e comercialização de sucata.

Essa atividade assume um papel multiplicador na cadeia econômica, que reúne desde as empresas produtoras de alumínio e seus parceiros, até recicladores, sucateiros e fornecedores de insumos e equipamentos para a indústria de reciclagem.

Trata-se de um setor que tem estimulado o desenvolvimento de novos segmentos, como o de fabricantes de máquinas para amassar latas, prensas e coletores e que atrai ainda ambientalistas e gestores das instituições públicas e privadas, envolvidos no desafio do tratamento e reaproveitamento de resíduos e também beneficia milhares de pessoas, que retiram da coleta e reciclagem sua renda familiar.

Não é para menos que o mercado brasileiro de sucata de lata de alumínio movimenta hoje mais de US$100 milhões anuais.

Reflexos Ambientais e Sociais

A reciclagem de alumínio cria uma cultura de combate ao desperdício. Difunde e estimula o hábito do reaproveitamento de materiais, com reflexos positivos na formação da cidadania e no interesse pela melhoria da qualidade de vida da população.

O alto valor agregado do alumínio desencadeia um benefício indireto para outros setores, como o plástico e o papel. A valorização do alumínio para o sucateiro torna atraente sua associação com coletas de outros materiais de baixo valor agregado e grande impacto ambiental. Além disso, a perspectiva de reaproveitamento permanente chama a atenção da sociedade por produtos e processos limpos, criando um comportamento mais renovável em relação ao meio ambiente no País.

Benefícios da Reciclagem de Alumínio
Econômicos e Sociais Ambientais
assegura renda em áreas carentes, constituindo fonte permanente de ocupação e remuneração para mão-se-obra não qualificada injeta recursos nas economias locais, através da criação de empregados, recolhimento de impostos e desenvolvimento do mercadoestimula outros negócios, por gerar novas atividades produtivas (máquinas e equipamentos especiais). favorece o desenvolvimento da consciência ambiental, promovendo um comportamento responsável em relação ao meio ambiente, por parte das empresas e dos cidadões incentiva a reciclagem de outros materiais, multiplicando ações em virtude do interesse que desperta por seu maior valor agregadoreduz o volume de lixo gerado, contribuindo para a solução da questão do tratamento de resíduos resultantes do consumo.

Os Índices de Reciclagem de Alumínio no Brasil

Em 2002, o Brasil reciclou 253.500 toneladas de alumínio, equivalente a 35% do consumo doméstico, ficando acima da média mundial de 33%. Além disso, o país lidera a reciclagem de latas de alumínio, tendo alcançado o índice de 87%, mantendo o País como campeão na reciclagem de latas de alumínio entre os países onde esta atividade não é obrigatória por lei, posição conquistada em 2001, quando o índice brasileiro alcançou 85% e superou o do Japão, que liderava o ranking até então. O índice do Japão relativo a 2002 será divulgado em julho e deverá confirmar a liderança brasileira.

O índice de 87% corresponde a um volume de 121,1 mil toneladas de latas de alumínio, ou 9 bilhões de unidades, aproximadamente. Os números indicam um crescimento de 2,6% sobre o volume coletado em 2001, que foi de 118,0 mil toneladas (aproximadamente, 8,7 bilhões de unidades). Desde 1998, quando ultrapassou pela primeira vez o índice dos Estados Unidos (63% contra 55%), o índice brasileiro vem apresentando crescimento médio de 10% ao ano.

Reciclagem de Alumínio

No Brasil, a reciclagem de latas de alumínio envolve mais de 2.000 empresas de sucata, de fundição secundária de metais, transportes e crescentes parcelas da população, representando todas as camadas sociais – dos catadores até classes mais altas.

As latas coletadas são recicladas e transformadas em novas latas, com grande economia de matéria-prima e energia elétrica.

A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério de onde se produz o alumínio) são poupados. Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gasta-se somente 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, a reciclagem do alumínio proporciona uma economia de 95% de energia elétrica.

A reciclagem da lata representa uma enorme economia de energia: para produzir o alumínio são necessários 17,6 mil kw. Para reciclar, 700 kw. A diferença é suficiente para abastecer de energia 160 pessoas durante um mês.

Hoje, em apenas 42 dias uma latinha de alumínio pode ser comprada no supermercado, jogada fora, reciclada e voltar às prateleiras para o consumo.

A reciclagem de latas de alumínio é um ato moderno e civilizado que reflete um alto grau de consciência ambiental alcançado pela população.

Trata-se da junção de esforços de todos os segmentos da sociedade, das indústrias de alumíno até o consumidor, passando pelos fabricantes de bebidas.

Os reflexos da atividade contribuem de várias maneiras para elevar o nível de qualidade de vida das cidades brasileiras.

O alumínio é um metal branco e prateado que por ser extremamente leve e resistente à corrosão, possui inúmeras aplicações na indústria.

Por ser um metal nobre, de alto valor residual, possui uma série infindável de aplicações, servindo para a fabricação de diversos produtos tais como grades, janelas, telhas, panelas, barcos, peças para automóveis, artigos eletrônicos, dentre outros.

Como se fabrica o alumínio ?

O alumínio é obtido a partir de um minério chamado bauxita. Para fabricá-lo, é preciso separar os elementos que compõem a bauxita da alumina. Chega-se à alumina (a alumina é um pó branco e fino, bem parecido com o açúcar) através de um processo de refinação. Depois de uma série de processos químicos, chega-se ao alumínio. É preciso ressaltar que o alumínio é um metal 100% e infinitamente reciclável.

Quais as vantagens de reciclar o alumínio ?

A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério de onde se produz o alumínio) são poupados. Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gasta-se somente 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, a reciclagem do alumínio proporciona uma economia de 95% de energia elétrica. Para se ter uma idéia, a reciclagem de uma única latinha de alumínio economiza suficiente energia para manter um aparelho de TV ligado durante três horas.

Principais benefícios da Reciclagem

Sociais

Políticos

Econômicos

Segundo a ABAL – Associação Brasileira do Alumínio, em 1999 o país atingiu o seu recorde de reciclagem de latas de alumínio, com um índice de 73%. É o maior percentual desde 1989, quando foram iniciadas as estatísticas.

Um dos principais efeitos do programa de reciclagem é a geração de renda permanente para as pessoas envolvidas na coleta das latas vazias. Cooperativas de catadores, aposentados, desempregados e subempregados encontram na coleta de latas destinadas à reciclagem uma fonte de renda ou a complementação de outras fontes. Ainda segundo a ABAL, estima-se que mais de 130 mil pessoas na atualidade vivam exclusivamente de coletar latas para reciclagem, recebendo, em média, três salários mínimos por mês.

Quando se fala em reciclagem do alumínio, a primeira coisa que vem à cabeça são as latas de alumínio. Também não é para menos. Hoje, duas de cada três latas de alumínio são recicladas. É mais do que qualquer outro recipiente de bebidas (plástico, vidro ou ferro). O ato de reciclar latas usadas começou em 1968, na Califórnia. Por volta do ano 2000, as indústrias pretendem coletar 75% das 50 bilhões de latas jogadas fora por ano. Mas não só as latas são recicladas. Mais de 85% do alumínio de automóveis é recuperado, e entre 60% e 70% do alumínio usado em novos veículos é feito de material reciclado.

Produtos de alumínio são ideais para reciclagem porque é muito mais barato reaproveitá-los do que fazer alumínio novo do minério de bauxita. A reciclagem requer menos de 5% da energia usada para fazer alumínio. Para se ter uma idéia, 20 latas recicladas podem ser feitas com a energia necessária para produzir uma lata usando minério virgem. Reciclando uma lata de alumínio, economizamos energia para manter uma lâmpada de 100 W acesa durante três horas e meia ou deixar a televisão ligada por três horas. A indústria do alumínio economiza energia necessária para gerar cerca de 7.5 quilowatt/hora de eletricidade. Além disso, o processo de reciclagem economiza etapas: a matéria é simplesmente derretida e moldada novamente, eliminando a extração, refino e redução. A reciclagem também poupa tempo e dinheiro. Derreter latas usadas de alumínio demora metade do tempo e tem 1/10 dos custos de mineração e refino do minério, reduzindo a dependência de importação de bauxita. Fornecendo as latas para reciclagem, a população ajuda a completar o ciclo do alumínio; uma lata reciclada volta aos supermercados em cerca de 90 dias.

A reciclagem de latas também tem um importante papel social. Cria novos empregos em centros de reciclagem, empresas de alumínio, transporte e empresas que dão suporte à indústria do alumínio.

Em 2004, o Brasil reciclou 9 bilhões de latas de alumínio, que representa 121 mil toneladas.

O material é recolhido e armazenado por uma rede de aproximadamente 130 mil sucateiros, responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria. Outra parte é recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas.

O mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio, entre 2000 e 2004, teve um crescimento significativo, devido ao aumento da participação de condomínios e clubes nos programas de coleta seletiva.

Outro dado relevante é o surgimento de cooperativas e associações de catadores em todo o país: a participação dessas entidades na coleta de latas de alumínio passou de 43% para 52% nos últimos quatro anos.

Com liga metálica mais pura, essa sucata volta em forma de lâminas à produção de latas ou é repassada para fundição de autopeças.


QUANTO É RECICLADO?

95,7% da produção nacional de latas foi reciclada em 2004. Em 2003, o índice foi de 89%. Os números brasileiros superam países industrializados como Japão e EUA. Em 2004, os Estados Unidos recuperaram 51% de suas latinhas.


Fonte: Abal – Associação Brasileira de Alumínio


VALOR

A lata de alumínio é o material reciclável mais valioso. O preço pago por uma tonelada é, em média, de R$ 3.500 – o quilo equivale a 75 latinhas. O consumidor recebe nos postos de troca (supermercados) um bônus para ser descontado nos estabelecimentos credenciados com valor correspondente ao número de latas entregue para reciclagem. Algumas campanhas promovem a troca de latas por equipamentos úteis a escolas e entidades filantrópicas – 5.250 mil latas valem um ventilador de parede, 179,2 mil uma fotocopiadora e 80,5mil um microcomputador.


CONHECENDO O MATERIAL

Um kilo de latas equivale a 75 latinhas

A lata de alumínio é usada basicamente como embalagem de bebidas. Cada brasileiro consome em média 54 latinhas por ano, volume bem inferior ao norte-americano, que é de 375. Além de reduzir o lixo que vai para os aterros a reciclagem desse material proporciona significativo ganho energético. Para reciclar uma tonelada de latas gasta-se 5% da energia necessária para produzir a mesma quantidade de alumínio pelo processo primário. Isso significa que cada latinha reciclada economiza energia elétrica equivalente ao consumo de um aparelho de TV durante três horas. A reciclagem evita a extração da bauxita, o mineral beneficiado para a fabricação da alumina, que é transformada em liga de alumínio. Cada tonelada do metal exige cinco de minério.


QUAL O PESO DESSES RESÍDUOS NO LIXO?

No Brasil, a lata de alumínio corresponde a menos de 1% dos resíduos urbanos. Nos EUA, essas embalagens representam cerca de 1% do lixo – 500 mil toneladas por ano.


SUA HISTÓRIA

As latas de alumínio surgiram no mercado norte-americano em 1963. Mas os programas de reciclagem começaram em 1968 nos Estados Unidos, fazendo retornar à produção meia tonelada de alumínio por ano. Quinze anos depois, esse mesmo volume era reciclado por dia. Os avanços tecnológicos ajudaram a desenvolver o mercado: há 25 anos, com um quilo de alumínio reciclado era possível fazer 42 latas de 350 ml. Hoje, a indústria consegue produzir 62 latas com a mesma quantidade de material, aumentando a produtividade em 47%. As campanhas de coleta se multiplicaram e, atualmente, 10 milhões de americanos participam ativamente dos programas de coleta.

No Brasil, há muito tempo as latas vazias são misturadas com outras sucatas de alumínio e fundidas para a produção, por exemplo, de panelas e outros utensílios domésticos. Em 1991, a Latasa lançou o primeiro programa brasileiro de reciclagem desse material. Em cinco anos, foram coletadas mais de 22 mil toneladas (460 toneladas mensais, em média) com a participação de 1,2 milhão de pessoas, contribuindo para o total reciclado de 2,5 bilhões de latas por ano. No programa são usadas máquinas conhecidas como papa-latas , que prensam o metal, reduzindo seu tamanho para compor fardos encaminhados para a reciclagem.


E AS LIMITAÇÕES ?

Contaminação

As latas misturadas com o restante do lixo podem estar contaminadas com matéria orgânica, excesso de umidade, plástico, vidro, areia e outros metais, dificultando sua recuperação para usos mais nobres. As tintas da estamparia da embalagem são destruídas nos fornos de fundição durante o reprocessamento do alumínio e por isso não atrapalham sua reciclagem.

Rígidas Especificações de Matéria-prima

A sucata não pode conter ferro. O teste do ímã é a melhor técnica para certificar a ausência desse material. Também é possível fazer a identificação e a seleção mais segura por meio de parâmetros como cores, peso e testes químicos. Às vezes, comerciantes desonestos colocam outros metais dentro da lata de alumínio para aumentar seu peso e, conseqüentemente, o preço. Não é necessário separar os materiais por tamanho ou retirar a tampa, como ocorre em outras embalagens.


É IMPORTANTE SABER…

Redução na Fonte de Geração

As latas de alumínio são recipientes de pouco peso.Nos últimos 20 anos, a espessura dos recipientes de alumínio diminuiu cerca de 30%.

Compostagem

O material não é compostável. Por isso, deve ser retirado por processos manuais ou mecânicos do lixo encaminhado para compostagem.

Incineração

O alumínio se funde a 660° C. De acordo com a temperatura, sua queima pode gerar compostos orgânicos voláteis provenientes de tintas ou vernizes e material particulado, ou transformar o material em liga ou óxido de alumínio.

Aterro

As embalagens de alumínio se degradam parcialmente nos aterros devido a existência de uma camada de óxido em sua superfície.


O CICLO DA RECICLAGEM

Depois de coletadas, as latas de alumínio vazias são amassadas por prensas especiais, algumas delas computadorizadas, que fornecem o ticket com o valor referente a quantidade entregue. O material é enfardado pelos sucateiros, cooperativas de catadores, supermercados e escolas e repassado para indústrias de fundição. Em seus fornos, as latinhas são derretidas e transformadas em lingotes de alumínio. Esses blocos são vendidos para os fabricantes de lâminas de alumínio que por sua vez comercializam as chapas para indústrias de lata. O material pode ser reciclado infinitas vezes sem perda de nenhuma de suas características.

Com a evolução desse processo já é possível que uma lata de bebida seja colocada na prateleira do supermercado, vendida, consumida, reciclada, transformada em nova lata, envasada, vendida e novamente exposta na prateleira em apenas 33 dias.

 

RE9 Recicle